O Google publicou um explicativo sobre as TPUs (Tensor Processing Units), chips custom que a empresa desenha há mais de uma década pra rodar modelos de IA. A geração mais nova entrega 121 exaflops de capacidade de compute, com o dobro de banda das anteriores. É o hardware que roda silenciosamente atrás dos produtos Google que você usa todo dia.
O Google soltou um explicativo sobre as TPUs (Tensor Processing Units), os chips custom que ficam escondidos atrás de boa parte dos produtos da casa que você usa todo dia. A ideia da peça é simples: mostrar pra público amplo o que esse hardware faz.
São chips desenhados do zero pra uma coisa só: fazer matemática em escala massiva. O Google começou esse projeto há mais de uma década, especificamente pra rodar modelos de IA.
A lógica é direta. Modelo de IA, no fundo, é muita conta. TPU faz conta complexa muito rápido.
A geração mais nova das TPUs processa 121 exaflops de compute, com o dobro de banda em relação às gerações anteriores. O Google não detalha no post qual geração específica (provavelmente referência ao Ironwood / TPU v7, anunciado antes), nem quebra se o número é por pod ou por chip.
Aqui vale o filtro: exaflop é métrica que só faz sentido com contexto de precisão (FP8? BF16? INT8?) e topologia do pod. Sem isso, é número de marketing. Se você compara com H100 ou B200 da Nvidia, exige ler o paper técnico, não o blog post.
TPU é a aposta de silício vertical do Google: mesmo caminho que Apple fez com M-series e Amazon tenta com Trainium. A tese é que controlar o chip dá vantagem de custo e eficiência energética em workload específico de IA (treino e inferência de modelo transformer).
Na prática, Gemini roda em TPU. Search AI Overviews roda em TPU. YouTube recommendations, Gmail smart compose, tradução, tudo passa por TPU em algum momento do pipeline.
O post é mais institucional que técnico. Quem quer profundidade vai ter que olhar os papers do Ironwood ou a documentação do Cloud TPU v5p / v6e.
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