A Microsoft lançou a v1.0 do Agent Framework (SDK open-source que unifica Semantic Kernel e AutoGen em Python e .NET) junto com GA do Foundry Toolkit pro VS Code, memory gerenciada, Toolbox com MCP/OpenAPI/A2A num endpoint só, hosted agents com sandbox isolada e cold-start abaixo de 100ms, e Observability full GA no Foundry Control Plane. A pegada: cobrir o ciclo do laptop à produção sem você juntar peça de três fornecedores.
Microsoft fechou o ciclo antes de AWS Bedrock Agents e Google Vertex Agent Builder fecharem os deles. Pra quem já tá em Azure, Agent Framework 1.0 vira default óbvio. Pra quem roda LangGraph, memory gerenciada e Toolbox são as iscas pra entrar sem migrar orchestrator.
A Microsoft anunciou uma leva grande pra fechar a história de agentes no Foundry. O pacote inclui a v1.0 do Microsoft Agent Framework, GA do Foundry Toolkit pro VS Code (antigo AI Toolkit), memory gerenciada em preview no Foundry Agent Service, Toolbox em preview, hosted agents com sandbox isolada em preview e Observability full GA no Foundry Control Plane com tracing end-to-end.
A tese da Microsoft é simples: quem constrói agente em produção não deveria precisar escolher entre Semantic Kernel e AutoGen, nem costurar 4 fornecedores pra memória, tool calling, hosting e observabilidade. Eles querem ser o stack inteiro.
O Agent Framework chegou em 1.0 estável pra Python e .NET. É o SDK open-source que junta o chão de fábrica enterprise do Semantic Kernel com a orquestração multi-agente do AutoGen. Os dois projetos continuam existindo, mas a Microsoft publicou guias de migração pros dois e claramente quer consolidar todo mundo no Framework.
O que vem na 1.0:
O Foundry Toolkit pro VS Code, agora GA, dá experiência dedicada pra criar agente por template ou com GitHub Copilot, testar e debugar localmente com visualização de traces, e fazer deploy direto pro Foundry Agent Service. Deploy pros hosted agents novos sai via pre-release do Toolkit.
Orquestrar agente é só metade do problema. A outra metade é o que acontece quando um agente sozinho precisa rodar autônomo por horas: executar shell, ler e escrever arquivo, manter contexto em sessão longa sem perder coerência.
O Framework resolve com três padrões no Agent Harness:
@tool(approval_mode="always_require") força aprovação. A documentação é explícita em pedir ambiente isolado.SlidingWindowStrategy(keep_last_groups=3) pra manter agente dentro do token budget sem perder contexto crítico.Tem também integração com o GitHub Copilot SDK: o Agent Framework faz a orquestração e delega pro Copilot SDK a camada de harness, herdando suporte nativo a MCP, skills, shell e operações de arquivo.
Memory é capacidade de memória de longo prazo gerenciada, embutida no Foundry Agent Service. Integra nativamente com Agent Framework e LangGraph, sem banco externo pra provisionar.
Novidades relevantes:
userId customizado pra definir escopo de memória com o sistema de identidade do próprio time, sem ficar amarrado ao Entra IDAqui a Microsoft tá claramente de olho em quem já roda LangGraph e não quer migrar o orchestrator inteiro. Oferecer memory gerenciada como peça plugável é jogada pra captar esse público sem exigir lock-in completo.
Preço (memory): billing começa em 1 de junho de 2026. Durante preview é grátis. Depois: short-term memory a US$ 0,25 por 1K eventos armazenados, long-term memory a US$ 0,25 por 1K memórias por mês, e retrieval a US$ 0,50 por 1K consultas.
O problema real de tool calling em produção não é MCP. É que um agente sério precisa de web search, code interpreter, file search, conectores SaaS, serviços internos, e cada um tem auth próprio, protocolo próprio e time dono diferente. Sem camada compartilhada, todo time reimplementa a mesma integração.
O Toolbox entrega um endpoint único que expõe:
Funciona com Agent Framework, LangGraph ou outro framework: configura uma vez no Foundry e consome de qualquer MCP client.
Runtime gerenciado pra rodar agente em escala enterprise. No coração, um sandbox isolado por sessão:
azd deployPreço (hosted agents): billing começa em 22 de abril de 2026 durante preview. Compute a US$ 0,0994 por vCPU-hora e memória a US$ 0,0118 por GiB-hora. Inferência de modelo e memory persistente cobram separado.
Cold-start abaixo de 100ms com modelo zero-idle é o número que mais chama atenção do release. Se for verdade em workload real, muda a conta pra quem hoje paga instância sempre quente só pra evitar latência de primeiro turn.
Observability chegou em GA completo. O stack cobre o ciclo inteiro:
Todo agente criado no Foundry Agent Service aparece automático no Microsoft Agent 365 (A365), o control plane pra admin de TI. De lá dá pra:
Do portal do Foundry Agent Service dá pra publicar agente direto pro Microsoft Teams e Microsoft 365 Copilot com um clique. Dois escopos:
A Sitecore já roda esse stack na SitecoreAI, plataforma que tem o Agentic Studio: workspace colaborativo onde time de marketing e agentes executam campanha juntos. É construído em cima do Agent Framework, com Foundry IQ conectando cada agente ao brand knowledge certo com governança embutida.
A Microsoft tá vendendo um stack completo: SDK (Agent Framework), IDE (Foundry Toolkit), tool layer (Toolbox), memory gerenciada, runtime (Hosted Agents), observability (Foundry Control Plane) e governança (Agent 365). Pro time que já vive em Azure e Microsoft 365, a proposta de valor é óbvia: você deixa de amarrar LangChain + Pinecone + Datadog + Okta pra agente.
Pro resto do mundo, o gancho é MCP, A2A e integração com LangGraph. Isso é a Microsoft admitindo que não vai vencer fechando, e apostando que quem adota peça por peça acaba consolidando no Foundry por conveniência.
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