A Choco, plataforma europeia de distribuição de food & beverage, processa 8,8 milhões de pedidos por ano e 200 bilhões de tokens em produção usando APIs da OpenAI. O OrderAgent converte e-mail, SMS, imagem e até bilhete escrito à mão em pedido ERP estruturado. O VoiceAgent, em cima da Realtime API, atende telefone com latência abaixo de um segundo. Resultado: 50% menos entrada manual de pedido e dobro de produtividade do time de vendas.
Case clássico de automação de back office com multimodal: e-mail, voz, imagem viram pedido estruturado. Pra distribuidor BR de food service que ainda recebe pedido por WhatsApp e papel, o playbook é replicável. O custo de 200B tokens/ano que ninguém comenta.
A Choco é uma plataforma de distribuição de food & beverage que atende mais de 21 mil distribuidores e 100 mil compradores nos EUA, Reino Unido, Europa e Golfo. Conecta restaurante, fornecedor e distribuidor num sistema único pra organizar pedido, venda e gestão de cliente.
O problema clássico do setor: à medida que o volume cresceu, os pedidos continuaram chegando por e-mail, SMS, mensagem de voz, imagem e até bilhete escrito à mão. O time traduzia tudo isso na mão pra pedido estruturado no ERP (sistema de gestão empresarial). Lento, cheio de erro, segurando escala.
"Processar esses inputs era a primeira barreira, mas não a mais difícil. O problema real era o contexto implícito: mapeamento de SKU específico de cada cliente, preferência de unidade, padrão de entrega. Esse conhecimento vivia na cabeça dos atendentes da mesa de pedidos, e a gente precisou codificar isso em camadas de inferência que resolvessem a ambiguidade no momento da captura."
Narbeh Mirzaei, VP de Engenharia
A Choco colocou as APIs da OpenAI no core da plataforma. O produto principal é o OrderAgent, que recebe input multimodal (e-mail, SMS, imagem, documento) e converte em pedido estruturado pronto pro ERP.
"As capacidades de transcrição e extração deram uma base forte. O desafio real de engenharia foi construir infra de in-context learning dinâmico, pra o sistema resolver ambiguidade contra o histórico de pedido e catálogo de cada cliente. Isso é o que separa automação de inteligência."
Narbeh Mirzaei, VP de Engenharia
Também criaram o VoiceAgent, em cima da Realtime API da OpenAI. Cliente liga e faz pedido por voz natural, com latência abaixo de um segundo, fora do horário comercial inclusive.
A Choco escolheu OpenAI pela performance dos modelos, capacidade multimodal, structured outputs e confiabilidade em produção em escala. Texto, visão e áudio no mesmo ecossistema deixou unificar fluxos antes desconectados.
A implementação foi rápida: usaram SDKs e APIs da OpenAI pra integrar speech-to-text, embeddings e function calling. Montaram framework de avaliação com dataset de ground truth, monitoramento contínuo e teste A/B pra garantir acurácia em produção.
Esse ponto é o que a maioria dos cases de IA empresarial pula: avaliação rigorosa desde o dia um. Sem ground truth dataset, você não sabe se o agente tá melhorando ou piorando entre release.
A Choco quer expandir os agentes pra mais fluxos operacionais complexos da distribuição de comida. A aposta interna é numa nova classe de usuário: não-engenheiro atuando como "agent orchestrator", desenhando e gerenciando sistemas inteligentes que entregam resultado de negócio.
Vale o filtro de sempre em case study de fornecedor: os números são da Choco contando o próprio caso pro blog da OpenAI. 200B de tokens em produção é número grande de verdade, mas a taxa de erro "abaixo de 1 a 5%" é um intervalo bem largo pra quem opera supply chain de comida com prazo apertado.
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